quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rastejante

Aqui jaz o meu amor próprio
Que se foi ao tu me negares
E hoje vivo com a marca
Que me deixaste ao sair

Sinto-me só e com frio,
Pois a vodka acabou
E você levou a minha
Alegria com sigo

Deixando-me amargo
E frio, com um coração.
Sadista e com sede
Desesperado ao te ter novamente

Sem orgulho eis que
Rastejo aos teus pés
Pedindo perdão
De algo que não fiz

Sendo que foste você
Que despachas-te meu
Sentimento no lixo
Como reles excrementos

Ao me negares diante de todos
Como um nada
Alguém que não existias
Para ti.

Jogado na sarjeta
Deparo-me com minha pessoa
Rastejando ao encontro
De alguém que já fora embora

Pergunto-me o que devo
Fazer, para que eu não morra.
De angustia ao espera por alguém
Que não vem!

Infeliz dentro de minha própria virtude
A paciência vira minha inimiga.
O tempo duraste eternamente
A cada min que vejo passar

Envelhecido pela dor
Que sinto todos os dias
Sangrando pelas feriadas
Que tu deixaste

Eis que venho como minha
Ultima tentativa
A ultima suplica
Pedindo que volte

E traga-me a minha alegria
Pois quero sentir o
Doce gosto
De teus beijos


P.s. Traz minha vodka 

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