quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Bed

Ao tocares minha face
Com tua mão
Deixaste muito mais que um marca
Vermelha externa

Feriste meu coração
Humilhais-te meu ego
Deixaste-me sem esperança
De reconciliação

Tudo quanto pediras
Para ti
Tu fingiste que
Não ouvira

Assim sendo cada fala
Minha jogada ao vento
Restando-me olhos com
Lagrimas que vejo de ti

Ainda me desceste
Barbarias contra
Minha pessoa
Que aqui esta.

Enchendo-me de ira
Seguro meus punhos
Para que eu não leve
Ate sua garganta ou a minha condenação

Pede-me que eu se vá
Para eu não ir atrás
Daquela menina
Que aqui morrera

Os fatos não negam,
Diz ela, com a voz chorosa.
Olhando-me iradamente
Nos olhos.

Átono tento compreender
O que deveras acabara de ocorrer
Mas uma tentativa em vão
Pois sua raiva é grande

Saio antes que sua
Indignação se aclame
Mais ainda
Contra mim

Insultando-me a cada passo
Que dou na direção da porta
Sem clemência
Falas-te ate de sua sogra

E em minha ultima
Olhada para trás
Dizendo tchau
Retruco a dizer-te “EU TE AMO”

Eis que sua fala
Cessa rapidamente
E corre em minha direção
Calada e com olhas fixos

Preparo-me para
Sentir novamente
O teu toque
Eis que beija-me a boca

Dizendo que me
Amas e que não importa
O que aconteça
Que sempre estará ao meu lado.

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